Dedicamos este espaço para publicações sobre as boas coisas da Vila.

 

 

 

 


Aproveitamos para agradecer a divulgação do projeto realizada pelas
rádios Band News, CBN, Eldorado AM /FM, Bandeirantes e Rede Record de Televisão.

Clique aqui para ouvir a máteria na Rádio Eldorado AM.

 
 

Vida Simples - Abril / 07

 

 


Revista E - SESC / São Paulo - Mar /2007

UMA CIDADE PARA TODOS

Associações de bairro, ONGs e cidadãos preocupados com a degradação de áreas urbanas
organizam iniciativas de sucesso para revitalizar espaços públicos de São Paulo

UM PÉ DE QUÊ?

O desejo de melhorar o lugar onde mora levou a empresária paulistana Rosely Brancaglione a criar, no ano passado, o Projeto Vila Viva, cuja primeira ação foi identificar as cerca de 100 espécies de árvores existentes no bairro de Vila Madalena. "Tudo começou quando comprei um apartamento que dá de frente para a Praça Rafael Sapienza [uma das praças do bairro]", conta Rosely. "Eu via aquele verde todo e ficava extasiada. E como o meu companheiro é de Paraty [no estado do Rio de Janeiro], um lugar de grande beleza natural e onde as pessoas conhecem sua natureza, acho que fiquei com um pouco de inveja desse conhecimento", diz em tom de brincadeira. Para concretizar sua vontade de conhecer mais a flora do bairro - e oferecer essa fonte de informação a outras pessoas -, Rosely recorreu ao Departamento de Botânica da USP em busca de assessoria técnica para seu projeto. "Fui à USP com a cara e a coragem", diz. "O professor que depois veio a coordenar o projeto, José Rubens Pirani, estava de férias, mas esperei que ele voltasse, sentei na frente dele e comecei a falar. Expus minha idéia e ele a achou bárbara. Inclusive ele me disse que era um meio de a academia entrar em contato com a comunidade." O próximo passo foi conseguir autorização da Prefeitura de São Paulo. "A idéia foi bem recebida pelo pessoal da Subprefeitura de Pinheiros", afirma. "Mas eles não sabiam como me encaixar na burocracia." Segundo a empresária, a saída foi criar um termo de doação das placas para a cidade segundo o qual Rosely se comprometia a mantê-las. "Eu tinha como pagar, tinha quem me ajudasse a fazer, só precisava da autorização." Com tudo resolvido, no dia 21 de setembro de 2005, Dia da Árvore, foi entregue a primeira etapa do projeto, que consistiu na identificação das espécies de parte do bairro.

 

 

- 28/1 e 01/02/07 - Árvores

www.tvcultura.com.br/reportereco

Um dos bairros mais badalados de São Paulo recupera o nome das árvores.

Clique aqui para assistir ao vídeo

O projeto Vila Viva prevê que cada árvore receba uma placa de identificação. Com nome popular, científico, origem, e principais características. Conta com o apoio do Herbário do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências (IB), da USP, na identificação das espécies, e da Subprefeitura de Pinheiros.
A idéia original é da empresária Rosely Bancaglione, amante da natureza e conhecedora da sua importância, beleza e conforto que traz às cidades.

Projeto "Vila Viva"
site: www.vilamada.com.br

Autor:
Pauta:Marici Arruda.Reportagem:Márcia Bongiovanni.Imagens:Adilson de Paula. Auxiliar de Câmera:Silas Vergueiro. Edição de Texto:Camila Doretto. Editora-Chefe: Vera Diegoli.

 
 




 

 
 


Revista Bons Fluidos - Fev./2007

 
 

 

 

Jornal Ocasião (Campo Belo / MG) - 27/01/07

 
 

 

 


 
 

 




 

 
 


Revista Caras - RSVP - Nov./06

 

 
 

urbanidade

20/09/2006


Praça da comunidade

Bem em frente ao fórum de Pinheiros, acaba de surgir a primeira praça pública na cidade de São Paulo, onde todas as árvores são devidamente identificadas com seus nomes científico e popular, graças ao Departamento de Botânica da Universidade de São Paulo - a idéia é, a partir dali, espalhar esse aprendizado ecológico não somente pelas praças mas também nas ruas de toda a cidade.

Surge a 1ª praça pública, em São Paulo, onde as árvores são identificadas com seus nomes científico e popular

Tudo começou por causa da curiosidade de Rosely Brancaglione, formada em administração no Mackenzie, com especialização em marketing na ESPM. Ela preferiu jogar fora seus diplomas de ensino superior e aprender as artes de uma profissão em extinção -tornou-se sapateira. "Logo descobri que não tinha professor nem curso. Acabei descobrindo um sapateiro que me serviu de mestre", diz. Acabou, no final, abrindo a sua própria sapataria artesanal.

Quase diariamente ela caminha pela praça Raphael Spienza, em frente ao fórum de Pinheiros -a praça foi, na década de 1980, criada na marra, pela comunidade. Tanto que se chamava informalmente "praça da Comunidade" até ganhar o nome do político, o que ainda gera revolta entre antigos moradores, entre os quais o jornalista Mauro Chaves, que lidera o movimento que busca devolver àquela área o seu nome original.

Numa dessas caminhadas, Rosely deu-se conta de que não conhecia o nome de nenhuma daquelas árvores, quase todas, num espírito comunitário, plantadas por particulares. "Eu me senti ignorante. E achei que podia transformar minha ignorância em aprendizado." Ela foi ao Departamento de Botânica da USP e conseguiu a ajuda voluntária do professor José Rubens Piran, que se dedicou a identificar cada um dos espécimes, alguns deles frutíferos. Trataram, então, de afixar os nomes científico e popular das árvores em cada uma delas, imitando um jardim botânico. "Adorei a sensação de ficar andando entre aqueles seres, agora conhecidos. Não podia imaginar que, num espaço tão pequeno, havia tamanha diversidade."

No Dia da Árvore, a ser comemorado amanhã na praça, Rosely Brancaglione se propõe a ir mais longe: arregimentar um exército de crianças e adolescentes para, junto com estudiosos em botânica, aprender sobre as árvores da cidade, identificando-as com seu nome popular e científico.

Enquanto esse "exército" não chega, ela encontrou dois meios de compartilhar suas conquistas e buscar aliados. Fotografou as árvores e as colocou num site (www.vilamada.com.br). Além disso, está percorrendo escolas públicas e privadas do bairro de Pinheiros para que os alunos possam fazer ali visitas monitoradas, aprendendo sobre botânica.

Quem sabe, imagina Rosely, se, sensibilizados, eles não se sentiriam dispostos a reproduzir a experiência pelas ruas e ajudar a fazer de São Paulo um imenso jardim botânico. "Isso faria com que preservássemos mais nossa já escassa natureza."

Gilberto Dimenstein

Coluna originalmente publicada na Folha de S.Paulo, editoria Cotidiano.

 

 

 
 

Cidades/Metrópole - 20/09/06

 
     
 
 
     
 
 
     
 
 
 

Árvores da Vila Madalena serão identificadas por placas

18/09/2006 - Pinheiros


Para comemorar o Dia da Árvore, projeto Vila Viva identifica as árvores da Vila Madalena

Uma parceria entre a Subprefeitura de Pinheiros e o site “Vila Madá” pretende identificar todas as árvores da região da Vila Madalena. O Projeto Vila Viva conta com apoio do Herbário do Departamento de Botânica da USP, que está identificando cada espécie arbórea. A intenção é proporcionar aos moradores e freqüentadores do bairro um maior conhecimento e interatividade com a grande diversidade de espécies existentes em ruas e praças do local.

Segundo Rosely Brancaglioni, do site Vila Madá, a idéia surgiu pela indagação do porquê da maioria das pessoas conhecerem tantas marcas de sapatos, bolsas, telefones, roupas, carros, etc, e não serem capazes de reconhecer quais árvores estão diariamente decorando seus caminhos. Além disso, neste mesmo caminho estão indo muitos jovens, que muitas vezes não conseguem identificar nem as árvores frutíferas.

Na opinião do subprefeito de Pinheiros o caráter educativo é a principal marca do projeto que, segundo ele, deve ter continuidade: “o próximo passo é identificar as árvores das demais ruas da Vila Madalena para, depois, passarmos para outros bairros da região da subprefeitura”, afirma Nilton Elias Nachle.

Na primeira etapa, já foram instaladas cerca de 250 plaquetas, identificando as mais de 70 espécies entre as Praças Raphael Sapienza e Jornalista Roberto Corte Real e as ruas próximas ao Fórum de Pinheiros: Costa Lobo, Filinto de Almeida, Jericó e Rodésia. As árvores podem ser visitadas in loco ou pelo site www.vilamada.com.br , que reservou um espaço especial para cada rua e praça, informando o nome popular, nome científico e origem de cada espécie.

A finalização desta primeira parte do projeto está prevista para o dia 21/09 - Dia da Árvore, e contará com a participação do subprefeito, que estará na Praça Raphael Sapienza às 11h.

 


19/09/2006 - ecologia
Identificação de árvores promove conhecimento e interatividade na Vila Madalena
Projeto idealizado pelo site Vila Madá com a colaboração de professor e alunos do IB mapeia e identifica árvores da região por meio de plaquetas com nome científico, vulgar e procedência da planta . (
Vanessa Portes)


Na próxima quinta (21), Dia da Árvore, estará finalizada a primeira fase de um projeto que tem como proposta mapear e identificar, por meio de plaquetas, as árvores existentes no bairro da Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, a fim de aproximá-las da vida das pessoas. Trata-se do Projeto Vila Viva, uma iniciativa da assessoria do site Vila Madá (www.vilamada.com.br), que conta com o apoio do Herbário do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências (IB) da USP e da Subprefeitura de Pinheiros.

O site é feito por colaboradores e simpatizantes do bairro. A iniciativa começou a tomar forma no início deste ano, quando a empresária Rosely Brancaglione, uma das participantes do site, procurou o professor José Rubens Pirani, do IB, com a intenção de desenvolver um projeto que proporcionasse conhecimento e interatividade com a grande diversidade de espécies de plantas existentes na região. Pirani logo se interessou a colaborar, oferecendo as informações botânicas necessárias para a implementação da idéia e hoje é coordenador científico do projeto.

Na primeira fase, priorizou-se o mapeamento da região da Praça Raphael Sapienza, junto ao cruzamento das ruas Rodésia e Jericó. "Nessa fase, já foram identificadas 150 espécies diferentes de plantas", conta o professor.

Nas quatro visitas de mapeamento feitas na região, foram identificadas espécies raras da arborização paulistana, como o pau-brasil e araucária. Outras, como tipuana, sibipiruna, alfeneiro, eucalipto, jacarandá mimoso, ipê amarelo e ipê roxo, que são comuns na região de São Paulo, apresentaram um grande número de exemplares no bairro.

Nas placas de identificação, constam o nome científico e vulgar e a procedência da árvore. Já no site Vila Madá, é possível encontrar mais informações, como as características de cada planta, a época de florescimento, a forma de polinização, além de fotos da floração e de frutos.

Educação interativa
O projeto mostra-se também relevante como forma de ser uma base para que as escolas da região promovam atividades educativas interativas. "O projeto é mais uma forma de a Universidade desenvolver uma atividade de extensão, envolvendo base científica consolidada mas também alcançando a população de uma forma mais acessível", afirma Pirani.

Os idealizadores do projeto esperam desdobramentos futuros da iniciativa, como o envolvimento dos comerciantes locais, das escolas e da própria Prefeitura, e a realização posterior no site de um mapa de localização das árvores. Além disso, segundo o professor do IB, o projeto permite que se crie, no futuro, por meio de um o banco de dados que está sendo construído, um sistema de monitoramento e acompanhamento dos exemplares existentes.

Além de contar com a participação de professores do IB, o projeto Vila Viva também envolve alunos do Instituto. Lia Bezerra Monguilhot, aluna de mestrado, Leonardo Maurici Borges e Juliana El Ottra, alunos de iniciação científica, colaboram mapeando e recolhendo informações para elaboração das plaquetas.

A finalização da primeira fase do projeto será comemorada neste dia 21 de setembro, às 11 horas, na praça Rafael Sapienza. Estarão presentes o subprefeito de Pinheiros, Nilton Elias Nache, o professor Pirani e Rosely Brancaglione representando o site Vila Madá.

 

Pesquisa identifica 150 espécies de árvores na cidade
Alan Meguerditchian


Cento e cinquenta espécies de árvores identificadas em uma região de quatro ruas e uma praça do bairro paulistano da Vila Madalena. Este foi o resultado do projeto Vila Viva que catalogou mais de 250 árvores para a população, colocando uma placa em cada uma delas, com nome cientifico, popular e a origem da planta.

"Passava nas ruas e não sabia de que espécie era cada uma das árvores. Então me perguntei: porque não identificar toda essa diversidade para as pessoas que passam todos os dias na região?", conta a idealizadora do projeto, Rosely Brancaglione, moradora do bairro.

Para colocar a idéia em prática, Brancaglione procurou, no início deste ano, o professor José Pirani, do Instituto de Botânica da Universidade de São Paulo (USP). Ele passou a fornecer as informações científicas necessárias para a implementação do projeto, junto com uma equipe de alunos da graduação. "Nas quatro visitas de mapeamento feitas à região, identificamos espécies raras da arborização paulistana, como o pau-brasil e araucária. Outras, como tipuana, sibipiruna, alfeneiro, eucalipto, jacarandá mimoso, ipê amarelo e ipê roxo, que são comuns na região de São Paulo, apresentaram um grande número de exemplares no bairro", detalha.

Segundo os coordenadores, a partir da realização do projeto, a região Praça Rafael Sapienza poderá servir de base para que as escolas da região promovam atividades educativas interativas. "O projeto é mais uma forma de a universidade desenvolver uma atividade de extensão, envolvendo base científica consolidada, mas também alcançando a população de uma forma mais acessível", afirma Pirani.

Brancaglione espera continuar catalogando as espécies das árvores do bairro. "Esperamos identificar todas até o final do ano", diz. Tal continuidade é importante, segundo o professor do IB, pois "o projeto permite que se crie, no futuro, por meio de um o banco de dados, um sistema de monitoramento e acompanhamento dos exemplares existentes", explica. Para isso, o envolvimento dos comerciantes locais, das escolas e da própria prefeitura é importante.

Todas as árvores identificadas estão disponíveis no site www.vilamada.com.br separadas pelas ruas onde estão localizadas e com mais detalhes, não disponíveis nas placas. No próximo dia 21, no qual se comemora o Dia da Árvore, um evento marcará a finalização da primeira fase do projeto.